terça-feira, 21 de julho de 2009

Trabalho.

Ouço e leio com frequência um tanto desagradável, que as pessoas, que representam a maior parcela da população do país onde vivo, que são aquelas que ganham a média de 500 reais por mês são um dos responsáveis pela crise econômica e que seus direitos(básicos e muitas vezes desrespeitados) imobilizam a econômia brasileira. Começo acretidar que os empresários, políticos e senhores da riqueza de forma geral de meu país(deixo claro que há uma linha muito tenua que separam essas categorias de pessoas) sentem saudades do tempo da escravidão as claras, porque escravidão em seu senso prático nunca deixou de exister, pelo simples fato de 500 reais não é nada menos nada mais do que se gastava para se manter um escravo, e a violência continua imperiosa nos locais onde vivem essas pessoas. Enfim, começo a cogitar que essas ditas pessoas que mandam e desmandam sentem saudades do tempo em que se podia se livrar se de um trabalhador "qualquer" de forma menos complicada do que se é hoje. Essas mentiras nunca são ditas de maneiras clara, sempre "assopradas" como eu gosto de dizer quando algo é dito pelas beiradas da boca. Quando a mentira é desprovida de senso crítico racional ou seja quando é uma mentira absurda, só dessa maneira ela pode ser dita. Se quem ja me taxou de comunista conseguiu ler até aqui deixo por simples questão de mérito, não, não sou e acretido que assim como o nazi-facismo o comunismo é algo que ja esta morto no mundo, fora algumas idéias de alguns fanáticos aqui e ali. O que mais me espanta é ver como certas mentiras como essas se espalham e ganham força de forma muitas vezes que considero bizarras. Uma coisa eu ja notei e talvez esteja me repitindo, mas as instituições sejam elas privadas ou políticas tendem a mentir da mesma maneira que uma pessoa que cometi um erro grave mentiria com o medo da retaliação. Muito se tentou e se tenta fazer para se evitar esse tipo de coisa, como ferramentas ou outras instituições de controle e policiamento, mas na verdade começo a sentir que tudo faz parte de um jogo bizarro mal arbitrado para se manter o dinheiro onde ele esta e sempre esteve.

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