terça-feira, 21 de julho de 2009

Trabalho.

Ouço e leio com frequência um tanto desagradável, que as pessoas, que representam a maior parcela da população do país onde vivo, que são aquelas que ganham a média de 500 reais por mês são um dos responsáveis pela crise econômica e que seus direitos(básicos e muitas vezes desrespeitados) imobilizam a econômia brasileira. Começo acretidar que os empresários, políticos e senhores da riqueza de forma geral de meu país(deixo claro que há uma linha muito tenua que separam essas categorias de pessoas) sentem saudades do tempo da escravidão as claras, porque escravidão em seu senso prático nunca deixou de exister, pelo simples fato de 500 reais não é nada menos nada mais do que se gastava para se manter um escravo, e a violência continua imperiosa nos locais onde vivem essas pessoas. Enfim, começo a cogitar que essas ditas pessoas que mandam e desmandam sentem saudades do tempo em que se podia se livrar se de um trabalhador "qualquer" de forma menos complicada do que se é hoje. Essas mentiras nunca são ditas de maneiras clara, sempre "assopradas" como eu gosto de dizer quando algo é dito pelas beiradas da boca. Quando a mentira é desprovida de senso crítico racional ou seja quando é uma mentira absurda, só dessa maneira ela pode ser dita. Se quem ja me taxou de comunista conseguiu ler até aqui deixo por simples questão de mérito, não, não sou e acretido que assim como o nazi-facismo o comunismo é algo que ja esta morto no mundo, fora algumas idéias de alguns fanáticos aqui e ali. O que mais me espanta é ver como certas mentiras como essas se espalham e ganham força de forma muitas vezes que considero bizarras. Uma coisa eu ja notei e talvez esteja me repitindo, mas as instituições sejam elas privadas ou políticas tendem a mentir da mesma maneira que uma pessoa que cometi um erro grave mentiria com o medo da retaliação. Muito se tentou e se tenta fazer para se evitar esse tipo de coisa, como ferramentas ou outras instituições de controle e policiamento, mas na verdade começo a sentir que tudo faz parte de um jogo bizarro mal arbitrado para se manter o dinheiro onde ele esta e sempre esteve.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Apenas pensando.

Existe muita movimentação no país em que vivo, sobre diversos assuntos, sobre diversas polêmicas, isso me leva a pensar no mesmo instante que muitas discusões só são possíveis em lugares onde os absurdos são só mera classificação nominal e não características pré-definidas de repulso, asguerosidade e assim por diante, logo penso Brasil. Tenho notado com certa lucidez, como todo o nosso governo(afinal ainda acretido que o governo seja para o povo) vem se transformando em uma ditatura, ou pior, nunca deixou de ser. Essa sensação que sinto, diante de tamanhas dissimulações, dito pelo não dito, fiz que feito não feito, e por ai à fora que são cada vez mais numerosos nos mais altos escalões de nossos governantes. É eu sei o poder seduz, mas até mesmo o poder, deve respeito a inteligência de certas pessoas, quero dizer que até mesmo para as coisas "erradas" se perdeu um certo respeito. Ah, a famosa frase do Presidente Lula, de que Sarney não é um homem comum, vai muita além da discusão democrática ou de direitos iguais. O Presidente, sem querer ou querendo, já não me importo em saber qual dos dois, disse algo que todos ja sentiam cada vez mais, o sonho da democracia morreu. O problema esta numa questão muito mais profunda, apesar de sermos todos da mesma espécie, somos separados por nóis mesmo em classes, cores, condições uma infinidade de divisões que vão muito além do que um tipo de governo, foi criada pela sociedade em si, o ser humano busca se diferenciar o tempo todo, diferenciar se das outras pessoas, se sentirem especiais, e nessa necessidade vai criando suas classes e ideologias. A verdade que grande parte de nossa espécime é uma classe de animal muito básica e irracional, adimito nosso talento para criação e descobertas, mas a verdade que a maioria das pessoas mal saberia trocar uma lâmpada ou teria dificuldades em muitas das tarefas simples que se realizam no dia a dia levando em consideração a longa demora de amaturecimento biológico do homem, nossas invenções e descobertas muitas vezes fazem parte de realizações individuas, individuo esses muitas vezes historicamente perseguidos por aquilo que descobrem ou criam. Tenho plena consciência de que misturei muitos assuntos em ùnico texto, coisa que saberia separar com a mesma desenvoltura com que misturei, mas se escrevi desse jeito, é porque hoje depois de algum tempo, consigo notar que tudo se mostra meio que se a misturado mesmo, assim desse jeito básico interligado, desde a pessoa do Sarney, até ao meu desinteresse total em saber se alguém vai ler ou não isso.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Um Blog.

Ter um Blog.
Ter um Blog é como ter um diário em público, um diário de todos. Algo que qualquer interessado possa ver. Um lugar onde escrevemos tudo aquilo que pensamos, fazemos, e de certa forma somos. Mas como é usado? Para que? Por que?
Eu, sinto vontade de escrever, as vezes os pensamentos são tantos, e tão fortes, que já não sussegam mais na cabeça, geram conflitos, então colocá-los aqui, parece como guarda-los. É como tirar um peso que lhe incomoda, e colocarmos sobre a estante, para que fiquem ali, esperando, esperando que talvez esses pensamentos amadureçam ou simplesmente ganhem algum significado. É para isso que me serve o Blog. Para escrever, para me livrar dos pesos de meus pensamentos, e deixar que esse peso caia sobre os bytes escritos, já que o papel não há mais. As vezes me pergunto, quantos homens e mulheres já não escreveram livros com essa finalidade, com a finalidade de aquietar as mentes, deixar que o papéis lidem com o reboliço que o pensar causa em seu autor.
Até mesmo os músicos, que cantam ou compoêm por que ja não aguentam a pressão de segurar tal sentimento dentro deles mesmos, e encontram nos instrumentos ferramentas perfeitas para poderem expor isso e se livrarem de certa forma desse peso, porque a música para mim, é isso, puro sentimento.

Como aqui não pretendo falar de assuntos específicos ou acontecimentos taxativos, tenho a liberdade de intercalar os pensamentos da maneira que melhor me convier.

E nesse pedacinho texto, deixo aqui guardado, mais alguns pensamentos.